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Raio X das Fraudes: Como os bancos podem combater transações indevidas?

Raio X das Fraudes: Como os bancos podem combater transações indevidas?

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O contexto de fraudes bancárias é fortemente marcado pelo dinamismo das suas atividades e pela sua capacidade de se transformar diante das novas tendências para se manter relevante no cibercrime global. Essa capacidade de mudar, segundo líderes de combate às fraudes do meio financeiro, obriga as instituições a desenvolverem meios de monitorar cada passo dos fraudadores para estabelecer controles eficientes, mas sem gerar fricção com o cliente.

 

De acordo com o Presidente da Febraban, Isaac Sidney, em seu discurso de abertura do Congresso de Prevenção e Repressão a Fraudes, Segurança Cibernética e Bancária, o Brasil registrou um aumento de 17% no volume financeiro de fraudes no último ano, atingindo a marca de R$ 10,1 bilhões. Esse impacto, segundo ele, demonstra uma demanda crítica para o mercado financeiro de trabalhar junto às autoridades para coibir essas atividades.

 

E como isso pode ser feito? Conforme explica o Diretor de Segurança Corporativa do Itaú Unibanco, Adriano Volpini, gerar indicadores e dados a respeito das operações dos clientes é um dos passos fundamentais, pois isso permite ter visão sobre padrões e perfis que podem representar um agente fraudulento, especialmente envolvendo contas laranja.

 

“O objetivo da antifraude é também impedir que o banco seja utilizar como meio de lesar os próprios clientes. Por isso, aplicamos modelos matemáticos para tentar predizer o uso de uma conta em ações golpistas, unindo um diverso conjunto de variáveis e correlações mais ou menos óbvias. Por meio disso, podemos não apenas ter uma visão maior sobre modus operandi de fraudadores ou contas laranja, mas também estabelecer percepções futuras e, em seguida, ações proativas de resposta”, explica Volpini, em painel sobre o tema no Congresso.

 

Nesse aspecto, Juliana Sandri, Chefe do Departamento de Supervisão de Conduta do Banco Central do Brasil, alerta para a necessidade de filtrar as origens de uma transação fraudulenta e os eventuais destinos que ela possua, como forma de ampliar o cenário de uso desses métodos e estabelecer respostas mais direcionadas e eficientes.

 

“No âmbito do BC, a Resolução Conjunta n. 6 estabeleceu meios de compartilhamento de dados entre instituições financeiras que apresentem indícios de fraudes, o que nos permite evoluir no entendimento do que é uma fraude. A ideia agora é calibrar o melhor uso desses registros para que eles sejam efetivos nessa resposta, permitindo que cada agente envolvido nesse processo possa contribuir na redução dessas perdas”, acrescenta a executiva.

 

Antifraude e User Experience

Apesar de todas essas necessidades, os debatedores alertaram para a necessidade de alinhar todas essas atividades com os objetivos que os negócios possuem, pois um controle demasiadamente restritivo às transações tende a gerar fricções com o cliente e causar danos na relação dele com a corporação. Nesse sentido, o foco deve ser em permitir transações seguras como parte orgânica dos serviços bancários.

 

“Embora ainda precisemos trabalhar um combate direto das fraudes, hoje, o nome do jogo é a experiência do cliente na proteção e a redução da fricção transacional. Dessa forma, a combinação desses fatores é o que, de fato, vai garantir uma redução no impacto contra os clientes, vindo tanto dos próprios golpes quanto das nossas medidas de resposta” disse Volpini.

 

Para Ricardo de Barros Vieira, Vice-presidente Executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), essa aproximação entre a antifraude e a experiência do cliente também deve alcançar outros setores da economia vítimas dos impactos desses golpes. “O momento agora é de escalar as regulações envolvendo fraudes e disseminar as boas práticas em favor do cliente e do negócio, o que vai facilitar a detecção e proteger a usabilidade das ferramentas transacionais”, conclui.

 

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