Rodoviários de Petrolina protestam contra demissões e crise no transporte público
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Na manhã desta quarta-feira (19), motoristas da empresa Atlântico Transportes Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Petrolina, realizam um protesto na Avenida Guararapes, uma das principais vias da cidade. A mobilização denuncia o risco de paralisação do serviço e a ameaça de demissões em massa, caso a empresa não receba auxílio financeiro da prefeitura para cobrir os prejuízos operacionais.
A empresa comunicou aos funcionários, em reuniões realizadas nos dias 13 e 14 de março, que poderá encerrar suas atividades até o final do mês. O Sindicato dos Rodoviários alerta que a saída da Atlântico prejudicaria milhares de trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem do transporte público diariamente. A crise no sistema de transporte coletivo em Petrolina não é recente. Desde a pandemia da Covid-19, houve uma redução de mais de 50% no número de motoristas, sem que a recontratação fosse realizada após o período crítico. O resultado foi a sobrecarga dos profissionais remanescentes e a piora na qualidade do serviço prestado à população.
Os rodoviários também denunciam as precárias condições dos terminais de ônibus, incluindo a ausência de sanitários adequados para os trabalhadores. No Terminal do João de Deus, por exemplo, o único banheiro disponível foi demolido, deixando os funcionários sem infraestrutura básica.
Providências
Durante o protesto, ônibus da Atlântico foram paralisados na Avenida Guararapes, causando congestionamento de veículos. Passageiros precisaram buscar alternativas de transporte, enquanto os manifestantes reforçavam as reivindicações da categoria. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Elísio Rodrigues Campos, afirmou que a categoria não aceitará passivamente a crise no transporte público e exigirá providências do poder público municipal.
“Os rodoviários não suportam mais serem demitidos e prejudicados por conta da má gestão do sistema. O transporte público é um serviço essencial e não pode ser tratado com descaso pelo município”, declarou Campos. Até o momento, a Prefeitura de Petrolina não se manifestou oficialmente sobre a situação do transporte coletivo.
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